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terça-feira, 14 de abril de 2015

Por trás da tapioca

Não faltam significados para a palavra tapioca. É o nome que se dá à farinha obtida a partir do amido da mandioca. Também designa as panquequinhas típicas da culinária nordestina, feitas com esse ingrediente. Fora do Brasil, tapioca pode ainda ser a própria raiz da mandioca. Do tupi tïpï’og (coágulo), a tapioca representa, enfim, uma herança indígena versátil e muito bem aproveitada.


Diferente da farinha comum, produzida a partir das fibras da mandioca, a farinha de tapioca provém do amido. A goma, depois de retirada, é peneirada sobre um tacho de cobre bem quente. Quando caem sobre o metal, esses resíduos fininhos estouram como pipocas, fazendo bastante barulho. A diferença em relação às versões industrializadas está na textura. A farinha de tapioca artesanal fica crocante e pode ser mastigada in natura. As indústrias tentam reproduzir o processo em grandes caldeiras, mas o resultado são grânulos mais rígidos, que devem ser colocados de molho antes do preparo.


Mesmo estando diretamente associada à dieta diária do Norte e Nordeste do Brasil, a farinha de tapioca ultrapassou as fronteiras dessas regiões. As famosas panquecas, com recheios doces ou salgados, chegaram aos menus dos restaurantes do Sul e Sudeste, assim como os bolos, os pudins e os sorvetes.

Nas praias, faz sucesso o cuscuz doce, vendido por ambulantes sob porções generosas de leite condensado – as escravas vindas do noroeste da África, de origem muçulmana, adotaram a farinha de tapioca como substituta da sêmola no cuscuz e, aos poucos, foram incorporando a ela ingredientes comuns na Bahia, como o açúcar e o coco.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Tapioca, delícia que faz bem

A tapioca é mais saudável que o pão, livre de glúten e ideal para garantir a saciedade. A iguaria, típica das regiões Norte e Nordeste do Brasil, vem ganhando cada vez mais espaço e tem sido a opção de muitas pessoas que querem perder peso.

Versátil e fácil de fazer, ela tem como principal ingrediente a goma, e pode ser preparada com diferentes recheios, de forma nutritiva.


A tapioca é uma refeição que não possui a gliadina, uma proteína presente no glúten que colabora para o aumento da inflamação do organismo e aumento da gordura abdominal. Por isso, pode ser consumida também por diabéticos.

Sugerimos comê-la como uma refeição, podendo ser no café da manhã, almoço ou jantar. O ideal é apenas uma tapioca por dia, já que sabemos que nada em excesso faz bem ao organismo.

Outra dica na hora de preparar a tapioca é prestar atenção aos ingredientes do recheio, para que não se transforme em uma opção muito calórica.


Os melhores recheios são atum, frutas, queijos brancos, carnes magras (como peito de peru e frango desfiado). Ou ainda pode-se misturar doce e salgado, como semente de chia, cottage e mel. E se preferir, somente com sabor doce, recheada com pasta de gergelim, banana e amaranto, grão rico em proteína e que possui aminoácidos.