Qual é o tempero ou prato que mais caracteriza nossa culinária
regional? Muita gente diz que o alimento que nos caracteriza é o peixe e
essa afirmação tem base na história do Estado.
Os tradicionais peixes da região, que são muitos devido a
grande quantidade de rios que passam pela região – jaús, pacus, pintados,
dourados, matrinxãs e mais de outras 200 espécies – podem ser preparados de
várias formas. Fritos, assados, ensopados, refogados ou assados na brasa
envoltos em folhas de bananeira. Já os peixes de grande porte são preparados inteiros, recheados e depois assados.
Para acompanhar essas delícias o costume é servir o pirão do caldo de
peixe com farinha de mandioca, a banana-da-terra frita ou cozida e até a
tradicional mandioca, adorada pelos sul-mato-grossenses, um costume que veio da
cultura indígena, assim como o pequi.
Em 1719, os bandeirantes paulistas trouxeram para Cuiabá a carne seca, também conhecida como charque, a farinha de mandioca, o milho, o arroz e o feijão. O
prato chegou logo depois até Mato Grosso do Sul. Mais tarde, os paranaenses e
gaúchos também foram para a região e levaram costumes indígenas de comer carnes de
caça, produtos nativos, como o palmito de bacuri, e os peixes de rio. O churrasco é um exemplo bem característico da culinária gaúcha que continua presente nos costumes de Mato Grosso do Sul e virou um ritual das famílias.
O Estado sofreu forte contribuição do Paraguai, tanto na cultura quanto na culinária. Um exemplo disso é a sopa paraguaia, mas
não dá pra esquecer da chipa e do locro (cozido de carne, milho e canjica). Outras
influências vieram de bolivianos e japoneses, como o sobá.
Aqui no Aruanã servimos todos esses tipos de pratos
sul-mato-grossenses às sextas-feiras. Venha experimentar nosso almoço regional depois de conhecer um pouco da história dessas delícias!
Nenhum comentário:
Postar um comentário